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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Na Russia ...



Governo russo acusa centro sociológico Levada de ser financiado pelos EUA










Moscou, 6 set (EFE).- O governo da Rússia acusou nesta terça-feira o principal centro sociológico independente do país, Levada, de ser financiado pelos Estados Unidos, motivo pelo qual decidiu incluir essa instituição em sua lista de "agentes estrangeiros".

O Centro Levada "recebeu grande parte de seu financiamento estrangeiro dos EUA, entre eles uma bolsa de estudos da Universidade de Wisconsin em Madison", informou hoje o Ministério da Justiça russo.

Além disso, o Kremlin destacou que, entre as organizações que supervisionam a universidade citada, está o Pentágono.
https://t.dynad.net/pc/?dc=5550001580;ord=1475091990058


As autoridades russas, que incluíram na segunda-feira o Levada nessa controvertida lista, faltando poucos dias para as eleições parlamentares no país, que acontecem em 18 de setembro, publicaram hoje os nomes de instituições e organizações que patrocinam esse centro sociológico.

Entre outras estão o Instituto Gallup e as universidades do Colorado, Columbia e George Washington, além de outras instituições britânicas, alemãs, suíças, norueguesas e lituanas.

"A investigação determinou que essa organização recebe financiamento de fontes estrangeiras e atua em defesa de seus interesses em atividades políticas em território russo", acrescentou o Ministério da Justiça.

Para o governo russo, o Levada realiza atividades políticas ao propagar opiniões sobre a tomada de decisões por parte do governo russo e ao participar da formação da opinião pública.

O Centro Levada, que atua desde tempos soviéticos (1988), reconheceu que a decisão do governo complicará seu trabalho, já que afastará tanto clientes como objetos de pesquisa, mas negou que vá a suspender suas atividades.

"A inclusão de uma ou outra organização na lista de agentes estrangeiros não põe uma cruz sobre nosso trabalho, por isso continuaremos com ele", disse o subdiretor do Levada, Alexei Grazhdankin, à agência russa "Interfax".

Além disso, Grazhdankin ressaltou que a prioridade são os clientes russos e que o Levada reduzirá o número de contratos com os estrangeiros para que Moscou remova esse status da instituição.

"Não estamos fazendo pesquisas sobre temas eleitorais agora", acrescentou o subdiretor do Levada, que lembrou que a legislação russa proíbe a divulgação de resultados de pesquisas sobre intenções de voto na última semana de campanha.

O líder comunista, Gennady Ziuganov, tachou de "completa bobagem" qualificar o Levada como "agente estrangeiro", mas os nacionalistas e social-democratas manifestaram compreensão com a decisão das autoridades russas.

Em meados de agosto, o centro publicou uma pesquisa que atestava que mais da metade dos russos esperavam fraudes nas eleições parlamentares nas quais o partido do governo, o Rússia Unida, busca renovar sua maioria absoluta.

O Centro Levada sempre se negou a entrar voluntariamente nessa lista, alegando ser uma organização sem fins lucrativos e que o dinheiro arrecadado é utilizado para financiar as atividades da organização e projetos humanitários.

O presidente russo, Vladimir Putin, promoveu, em seu retorno ao Kremlin em 2012, a catalogação como "agentes estrangeiros" de ONGs que recebem dinheiro do exterior.

Isso aconteceu depois dos maiores protestos antigovernamentais em 20 anos protagonizados pela oposição extraparlamentar russa após as fraudulentas eleições legislativas de dezembro de 2011, que, segundo Putin, foram instigados pelos EUA.
Giro UOL

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Russia gigante



Mídia: Rússia acabou com a farra dos EUA no Oriente Médio

Washington conseguiu sair impune de mais de uma "primavera árabe", mas, na Síria, a Rússia mostrou claramente que os EUA não podem continuar derrubando todo e qualquer regime que se recusar a seguir suas ordens, escreve o Financial Times.


Com o apoio da aviação russa, os exércitos do governo sírio conseguiram entrar na cidade de Aleppo, até então controlada por terroristas, e, agora, Moscou parece ter todas as vantagens para reverter a situação do conflito naquele país. Se as forças do presidente sírio Bashar Assad retomarem por completo Aleppo, a Rússia poderá promover as suas fichas nas negociações sobre o cessar-fogo, marcadas para sexta-feira (19), em Munique, destaca a publicação.

 Ministério da Defesa da Federação da Rússia

Pondo fim a um dos mais sangrentos conflitos dos últimos anos, Moscou poderá incluir a regulação da crise síria na lista de suas maiores vitórias na área de política externa. O artigo aponta que, desde o início da operação da Força Aérea russa na Síria, a Rússia mostrou estar em pé de igualdade com os EUA no papel de uma potência influente no Oriente Médio.

Junto a isso, ao assumir uma participação mais ativa na arena internacional, Moscou tem recuperado a sua iniciativa estratégica outrora perdida para o Ocidente nos primeiros anos de pós Guerra Fria, forçando os EUA a reconhecerem o fato de os problemas globais, incluindo a luta contra o terrorismo, não mais poderem ser resolvidos sem a participação da Rússia, destaca o autor do artigo.



É possível que, além do combate ao Daesh (Estado Islâmico), Moscou também possua objetivos próprios na região, e que são malvistos por líderes ocidentais, diz a publicação. No entanto, vale destacar que, impedindo a derrubada de Assad, a Rússia acabado com a estratégia dos EUA em derrubar regimes indesejáveis a eles e mostrado que Washington não pode mais simplesmente se livrar de líderes, como o fez com Muammar Gaddafi em 2011, conclui o Financial Times.
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Rússia planeja construir novo avião militar para transportar tanques
09:00 07.02.2016(atualizado 20:41 07.02.2016) URL curta
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Os projetistas de aeronaves russos estão desenvolvendo um avião supersónico de carga, capaz de transportar tanques para o campo de batalha. O conceito geral deste gigante voador deverá estar pronto antes dos finais deste ano.

Este avião de transporte pesado, apelidado de PAK TA (Aeronave de Transporte Perspetivo), será capaz de voar a velocidades supersônicas de até 2.000 km/h, transportar até 200 toneladas e têm um alcance de 7.000 km.

Até 2024 serão construídos oitenta aviões deste tipo, o que tornará possível transportar 400 tanques pesados ou 900 veículos blindados ligeiros para o campo de batalha muito mais rápido do que nunca.

O projeto está sendo desenvolvido pelo centro aeronáutico Ilyushin.


© flickr.com/ Mario Sainz Martínez

O projeto do PAK TA, que já está em curso há vários anos, deve substituir a atual frota de cargueiros aéreos pesados russos — Antonov An-22 Antei, com uma capacidade de carga de 60 toneladas, e Antonov An-124 Ruslan, que pode levantar 120 toneladas de carga.

A única aeronave que pode transportar uma quantidade comparável de peso é o Antonov An-225, que foi construído para o programa Buran, o ônibus espacial soviético.